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Movimento Feminista e Kill La Kill

by onJune 9, 2015
 

Estamos vivendo uma época onde muito se discute sobre a (des)igualdade de gêneros, preconceitos, movimentos feministas, machismo e etc. E por isso que eu quero apresentar esse excelente anime: Kill La Kill.


Kill la Kill

Sinopse:

Ryūko Matoi é a filha de um cientista que foi assassinado, que procura por seu algoz usando uma roupa de colegial que te dá poderes e empunhando como arma metade de uma tesoura que foi encontrada no corpo de seu pai morto. Matoi acaba chegando em uma escola/complexo militar comandada por Satsuki Kiryūin onde acaba se integrando ao ambiente escolar a procura do assassino de seu pai.

Nessa escola ela acaba conhecendo Mako Mankanshoku, que “adota” Matoi como melhor amiga quase que instantaneamente, e acaba enfrentando as várias facções/grupos escolares à procura do seu objetivo.

Pela sinopse pode não parecer mas na minha opinião essa obra de animação é um ode aos movimentos feministas.

Para ilustrar, vou expor aqui o teste de Bechdel, que identifica se uma obra tem algum preconceito de gênero. O teste é simples e consiste em 3 perguntas:

  • Tem mais de 2 mulheres?
  • Elas conversam entre si?
  • Sobre algo que não seja homens?

Caso a resposta seja não para alguma delas, o teste já falhou miseravelmente. Pegue uma obra de cinema/livro/game e faça essas 3 perguntas e veja quantas falham.

Kill la Kill passa bem nesse teste, e não só isso, mas traz dentro de sua trama toda uma discussão sobre o universo feminino e põe em questão discussões sobre sexualidade, força da mulher e a paixão. É clara a intenção de mostrar que a mulher pode, e faz, tudo que um homem pode, mas do seu próprio modo, usando suas características principais. No final das contas é uma obra de aceitar-se e viver bem com isso.

Confira o trailer:

No Japão esse anime tem classificação Seinen:

Seinen (青年) que significa “homem jovem” no Japão, é a definição dada aos mangás voltados para o público masculino entre os 20 a 40 anos.

Alguns exemplos de animes Seinen são: Akira, Berserk, Battle Royale, Ghost in the Shell, Hellsing. Normalmente esse tipo de anime/mangá tem um nível de violência mais alta, muitas vezes com bastante sangue; conteúdo sexual e discussões mais maduras sobre a vida e a sexualidade.

Apesar de Kill la Kill ser caracterizado como estilo Seinen, ele foge um pouco à “regra”: todas as características principais do Seinen estão ali, mas acredito que o público feminino pode se identificar bastante com as personagens.

Isso põe em voga a classificação de estilos de animes/mangás no oriente, que separa o que é pra jovens masculinos e femininos. Segundo a classificação deles por exemplo, os mangás Josei (voltado para a jovem mulher adulta) são sobre relacionamentos e amor proibido. O que só afasta as vezes o interesse das pessoas que acabam fechando os olhos para aquele estilo que “não é indicado para você”.

Kill la Kill

Kill la Kill foi basicamente uma aposta de uma emissora japonesa, com um orçamento baixíssimo e que deu muito certo por lá e também aqui no ocidente. Então recomendo que todo mundo veja Kill la Kill por ser realmente uma obra muito boa, apesar de todo o sangue e o fan-service (que no final das contas tem motivo, não é gratuito!). Parece que tudo é meio sem sentido até metade dos capítulos, mas depois tudo se encaixa e começa a se explicar, vai por mim!

Kill la Kill tem 25 episódios, e está disponível oficialmente no Brasil pelo Netflix e o Crunchyoll.

 

Mako, melhor personagem! <3

Mako, melhor personagem! <3